Dois caçadores se perdem numa tempestade no pantanal do Mato Grosso. Chegam, finalmente, a uma enorme fazenda. Fazenda de rico mesmo. Lá encontram só a viúva do fazendeiro, uma velha feia de dar dó, e uma porrada de empregados. A velha hospeda os dois e na manhã seguinte manda um peão leva-os num furgão até a cidadezinha mais próxima. Passam-se os anos e os dois amigos caçadores voltam a se encontrar. Depois do quinto uísque, um pergunta:
- Já se passaram tantos anos que você, agora, pode me contar. Você papou a velhota aquela noite, não papou?
O outro, envergonhado:
- Papei mas não te contei nada porque a velha era feia demais. Você ia me gozar...
- Mas além de papá-la, você deu a ela o meu nome, dizendo que era o teu, não é verdade?
O outro, mais encabulado ainda:
- Olha, a velhota deu mole e eu, que já estava a perigo, crau nela. Depois fiquei com medo que pudesse dar bolo e dei o teu nome e o teu endereço. Desculpa, tá?
- Que desculpa que nada, cara. Eu tenho mais é que te agradecer. A velha morreu e deixou pra mim, além da fazenda com 20 mil cabecas de boi, dois apartamentos na Vieira Souto e 200 milhões de reais.


