Antes de mais nada, devemos ter em mente que a fauna é um recurso natural renovável, sendo assim passível de manejo auto-sustentado, sempre quando embasado em mensurações científicas podendo ser utilizado com parcimônia pela sociedade de maneira a ser garantia sua renovabilidade.E dentre as alternativas de usufruto gerador de ganhos para a conservação da fauna no Brasil, assim como ocorre em praticamente todo o mundo, a caça amadorista é uma das que mais se destaca como passível de sucesso e como potencial geradora de benefícios ambientais e sociais imediatos e diretos, respeitadas as peculiaridades ambientais das diversas regiões do território nacional. Vencer os preconceitos emocionais, e desembasados cientificamente, que cercam a discussão do tema e implementar ações pragmáticas voltadas a viabilizar a caça amadora como instrumento de manejo, conservação e ganhos sociais e econômicos para inúmeras regiões vocacionadas para esta atividade são prioridades inadiáveis. Uma indubitável opção em um país que convive com grave destruição dos ambientes, a caça clandestina e o tráfico de animais silvestres, que vão acabando com a fauna em extensas áreas de nosso território. Nosso papel é alterar este quadro. Pois a incompetência lastreada na demagogia já causou males suficientes a nosso país.